sexta-feira, 25 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
15º Simpósio Anual da Fundação Portuguesa de Cardiologia
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO
sexta-feira, 10 de maio de 2013
XIII JORNADAS CIENTIFICAS
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
REUNIÃO DIA 20 DE DEZEMBRO
terça-feira, 6 de novembro de 2012
REUNIÃO DE DIRECÇÃO
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Reunião de Direcção
- Leitura da Ata anterior
- Informações
- Dia Mundial do Coração – Avaliação
- Dia Mundial do Não Fumador – 19 de Novembro
- Participação na Conferência de Imprensa da Liga conta o Cancro – Seia – 19 de Novembro
- Dinamização do Espaço no Mercado D. Pedro V – 6ªs feira – Manhã
- Peditório Mês de Dezembro – Centro Comercial Dolce Vita e Fórum
- Encontro dos Conselhos – Lisboa
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
REUNIÃO DE DIRECÇÃO
- Leitura e aprovação da acta anterior
- Informações
- PIAF – Ponto da Situação
- Dia Mundial do Coração
- Racionalização das Despesas
terça-feira, 10 de julho de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
XII JORNADAS
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Reunião de Direcção - 14 de Junho
sexta-feira, 27 de abril de 2012
10º PIAF
quarta-feira, 18 de abril de 2012
XII ANIVERSÁRIO
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
REUNIÃO DE DIRECÇÃO
- Leitura e aprovação da acta anterior
- Informações
- Informática
- Promoção “Coração São”
- Rastreios: Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
- XII Jornadas Científicas: “Prever para Prover”
- Jantar de Aniversário: 27 de Abril 2012
- Palestras
- PIAF
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
REUNIÃO DE DIRECÇÃO
- Leitura e aprovação da acta anterior
- Informações
- Recursos Humanos: Dra. Diana Alves
- ESEnfC
- Rastreios na DC: 14 de Novembro: (Dia Mundial da Diabetes)
- 17 de Novembro: Palestra COFANOR (Faculdade de Farmácia)
- Jantar de Natal
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
CONCERTO SOLIDÁRIO
segunda-feira, 27 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
REUNIÃO DE DIRECÇÃO
1. Leitura e aprovação da acta anterior
2. Informações: (Grande Forno; Candidatura “Projecto Q3”_ Sr. Jorge Cunha)
3. Avaliação do evento no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
4. PIAF – Instalações
5. Caminhada 19 de Junho
6. I Feira de Caça e Pesca na Carapinheira – 17, 18 e 19 de Junho
7. Pedidos de colaboração_Palestras da DC / Distribuição de tarefas
8. INEM
terça-feira, 24 de maio de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
XI JORNADAS ALERTAR E NÃO ALARMAR
FUNDAÇÃO PORTUGUESA DE CARDIOLOGIA
DELEGAÇÃO CENTRO
05 e 06 de Maio de 2011
Quinta das Lágrimas
Coimbra
PRESIDENTE
Polybio Serra e Silva
SECRETÁRIO-GERAL
Armando Gonsalves
COMISSÃO ORGANIZADORA
Águeda Gonçalves
António Carvalho
Aurora Branquinho
Carlos Prior
Eduardo Castela
Felisberta Leal
Frederico Teixeira
Manuel Teixeira Veríssimo
Maria Amélia Sequeira
Maria Zaida Fernandes
Marina Montezuma
Marília Pereira
Raúl Martins
PATROCINIO CIENTÍFICO
Ordem dos Médicos
Fundação Portuguesa de Cardiologia
Delegação Centro
Av. Sá da Bandeira, 52 – 1.º
3000 – 350 COIMBRA
239 838598
239 827996
96 2038875/6/8
E-mail: fpc-centro@netcabo.pt
PATROCÍNIOS
Atral Cipan
CPH Pharma
Instituto BECEL
Merck Sharp & Dohme
APOIOS
Museu do Pão – Seia
PROGRAMA PROVISÓRIO
Dia 05/05/2011 – 5ª feira
08H30 – ABERTURA DO SECRETARIADO
09h00 – 3 CASOS CLÍNICOS CLINICA GERAL
Painel de Discussão: Carlos Teixeira, Maria Prazeres
Francisco, Maria João Trindade e Orientador do Interno
de Clínica Geral
10h30 – Intervalo
11h00 – ABERTURA SOLENE
11H30 – CONFERÊNCIA DE ABERTURA
Presidentes: Polybio Serra e Silva, José Manuel Silva e
João Lopes Gomes
REABILITAÇÃO CARDÍACA:
UM CONCEITO DE EXCELÊNCIA EM PREVENÇÃO
Manuel Carrageta
12h00 – MESA REDONDA
Presidente: Marília Pereira
Moderador: Eduardo Castela
O CORAÇÃO NÃO TEM IDADE
Diagnóstico de Cardiopatias no Feto— Graça Sousa
Cardiologia de Intervenção- Particularidades na
Idade Pediátrica— António Pires
A Criança Cardiopata e o Desporto - Isabel Santos
13h00 – Almoço de Trabalho
14h30 – PAINEL
Presidente: Mário Rui Ferreira
Comentadores: Bernardes Correia, Francisco Parente,
Aurora Branquinho
COMO ATINGIR NÍVEIS IDEAIS DE COLESTEROLEMIA
Manuel Teixeira Veríssimo
15.30 – CONFERÊNCIA
Presidentes: Manuel Almeida Ruas e Fernando Santos
OBESIDADE E DIABETES
Francisco Carrilho
16h00 – Intervalo
16h30 – CONFERÊNCIA
Presidente: Frederico Teixeira
HTA NO IDOSO E NO DIABÉTICO
NOVOS CONCEITOS TERAPÊUTICOS
João Maldonado
17h00 – MESA REDONDA
Presidente: Polybio Serra e Silva
Moderador: Carlos Marzagão
ACTIVIDADE FÍSICA E RCV NO CICLO DA VIDA
Crianças e Jovens - Cláudia Minderico
Adultos - Luis Sardinha
Idosos - Raul Martins
18h00-CONFERÊNCIA
Presidentes: João Morais e Miguel Ventura
FIBRILHAÇÃO AURICULAR: PERSPECTIVAS TERAPÊUTICAS
Carlos Catarino
Dia 06/05/2011 – 6ª feira
09h00 – 3 CASOS CLÍNICOS HOSPITALARES
Painel de Discussão: José Ávila, Borges Alexandrino, Diniz
Vieira e Orientador do Interno Hospitalar
10h30 – Intervalo
11h00 – MESA REDONDA
Presidente: Luiz Miguel Santiago
Moderador: José Alves de Moura
DIABETES E RISCO CARDIOVASCULAR: NOVOS CONCEITOS
José Pereira de Moura
Polybio Serra e Silva
12h00 - MESA REDONDA
Presidente: Massano Cardoso
Moderador: Teixeira Veríssimo
O COMPORTAMENTO MEDITERRÂNICO NAS VERTENTES DA
SESTA, AZEITE E VINHO
Anabela Pereira
Polybio Serra e Silva
13h00 – Almoço de Trabalho
14h30 – MESA REDONDA
Presidente: Armando Gonsalves
Moderador: Nuno Quintal
DOENÇA CORONÁRIA ESTÁVEL:
DO DIAGNÓSTICO À TERAPÊUTICA
Epidemiologia e Fisiopatología da DC – João Pais
Modos de Apresentação e Diagnóstico das DCMaria
Carmo Cachulo
Estratificação de Risco e Terapêutica Farmacológica da Angina
Estável - Manuela Vieira
Terapêutica de Revascularização da Angina Estável -
Victor Matos
15h30 – MESA REDONDA
Presidentes: Regina Pimentel e João Lopes Gomes
Moderador: António Carvalho
A IMPORTÂNCIA DA DESFIBRILHAÇÃO AUTOMÁTICA EXTERNA
NA CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA
Cadeia de Sobrevivência - Severino Oliveira
Desfibrilhação Automática Externa - Armando Gonsalves
16h30 – Intervalo
17h00 – APRESENTAÇÃO ORAL E DISCUSSÃO DE POSTERS
18h00 – TÊM A PALAVRA OS NÚCLEOS
Presidente: Polybio Serra e Silva
Comentadores: Aurora Branquinho, Jorge Antunes
19h00 - ENCERRAMENTO DAS JORNADAS
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
PIAF CONTINUA
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
DIA 10, 2ª FEIRA - CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
ANIVERSÁRIO DO CLUVE
COMEMORAÇÕES DO
VIGÉSIMO ANIVERSÁRIO
DO CLUVE
Numa breve retrospectiva destes 20 anos de existência é importante situar os alicerces dum posicionamento que caracteri-zou os objectivos do CluVe.
Considerou-se que o atletismo era uma via robusta a uma sociedade onde todos devem ter acesso à prática desportiva.
Obviamente que os mais jovens e os menos jovens (veteranos) não eram privilegiados com a devida acuidade . Se envidássemos esforços em reunir esta faixa etária mais idosa quer nas vertentes do lazer, manutenção mas também em competição de acordo com grupos de idade, poderíamos "rejuvenescer o universo" dos agentes desportivos.
Este princípio dar-nos-ia a possibilidade de aumentar o número de praticantes entre os quais os ex-atletas, os que estavam a terminar o percurso habitual dos atletas seniores, os que não praticavam mas que encontravam uma modalidade com multiplicidade de disciplinas com características diferentes susceptíveis de serem compatíveis com a disponibilidade física e mental de qualquer cidadão.
Este roteiro desportivo aliava ainda um importante contributo para o desporto que consistia em recuperar ou recrutar novos dirigentes, árbitros (juízes),técnicos e até sensibilizar pessoas, que no âmbito familiar tivessem uma atitude mais positiva no processo educativo através da prática desportiva e dos seus valores éticos e sociais.
E aqui estamos, com humildade mas também conscientes da validade do trabalho de todos os que se empenharam ao longo destes 20 anos, a afirmar que vamos continuar com a colaboração e amizade dos que em nós acreditaram.
de Coimbra
Professor Doutor Polybio Serra e Silva
"Obesidade... O prazer à mesa"
Professor Doutor Páscoa Pinheiro
"Lesão muscular no atleta veterano"
Dr. Carlos Gomes
(Academia Olímpica de Portugal)
"O nosso atletismo - Os atletas portugueses
nos jogos olímpicos e seu interesse
na sociedade portuguesa"
Após as comunicações seguir-se-á um debate
com envolvimento dos presentes.
Escola Superior Agrária - bencanta coimbra
(em circuito fechado)
Provas para todos os escalões a partir da
categoria de benjamins
19 de Novembro - Sexta-feira - 20.00 horas
Angocar 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
TRIGLICERÍDEOS PÓS-PRANDIAIS
Triglicerídeos pós- prandiais
Polybio Serra e Silva
Está cada vez mais arreigada a ideia de que não só o colesterol, que para além de factor de risco poderemos considerar como causa da aterosclerose, mas também os triglicerídeos têm um papel importante como factor agressivo da parede arterial.
Actualmente parece podermos, de acordo com o parecer de alguns autores, afirmar que uma elevação dos níveis de triglicerídeos, associada à redução dos valores do colesterol das HDL (“bom colesterol”) e ao aumento do colesterol das LDL (“mau colesterol”), pode ser considerada como uma “tríade mortal”.
Entendemos portanto que, tal como rotineiramente fazemos com o colesterol devemos dosear, também frequentemente, os triglicerídeos.
Acontece porém que, enquanto que a dosagem dos valores do colesterol não obriga a uma situação de jejum, o mesmo não acontece com os triglicerídeos que exigem um jejum de, pelo menos, 12 horas, o que nos impossibilita de os incluir nos nossos Rastreios de rua (população em geral) onde, habitualmente, as pessoas já ingeriram algum alimento.
Daí a necessidade, até porque nós estamos muito mais tempo, ao longo do dia, em situação pós-prandial, de saber como se comportam os triglicerídeos algumas horas depois de uma refeição.
Na literatura internacional, actualmente, praticamente nada há escrito sobre tal assunto, o que nos levou a pensar em estudar este problema.
Aproveitando a Parceria entre a Delegação Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia e a Cognitaria de S. Jorge de Milréu, onde se integra a Universidade Vasco da Gama que, neste caso, pode representar uma comunidade fechada, que nos permite sensibilizar e seguir de perto os voluntários que se proponham colaborar, resolvemos levar a efeito um estudo em que os triglicerídeos são doseados em Jejum, 2 e 4 horas após a ingestão de uma refeição rica em gordura e igual para todos os intervenientes.
Estamos convencidos que, com semelhante atitude, vamos levar a efeito um trabalho pioneiro que muito poderá contribuir para a prevenção das doenças cardiovasculares que continuam a ser a maior causa de morbilidade e mortalidade em Portugal.
O estudo, que teve início, com sucesso, no Mosteiro de S. Jorge de Milréu (Universidade Vasco da Gama), pelas 09:00 horas do passado dia 03 de Novembro, de 2009, e envolveu 28 indivíduos dos dois sexos, vai recomeçar, muito brevemente, dado o empenho das duas Instituições, logo que termine o processo de sensibilização, já em curso, do tecido humano que se propõe integrar, voluntariamente, este trabalho de investigação.
COLESTEROL
“ O DIABO (que) NÃO É TÃO MAU COMO O PINTAM” !
Polybio Serra e Silva
Por nos parecerem pertinentes, e talvez ainda actualizadas, as afirmações que há vários anos publicámos, já não sabemos muito bem onde, “voltamos à carga”, defendendo a nossa dama, recordando o que então escrevemos:
“Que nos perdoem aqueles que, envolvidos na guerra das estatinas , são adeptos duma terapêutica agressiva do colesterol, se continuamos a hastear a bandeira da paz, reafirmando: ”colesterol em excesso mata … mas sem colesterol não há vida”! Não se pense, contudo, que somos “anti-estatina” pois entendemos até que a terapêutica com esta família de fármacos é insubstituível, mas é preciso saber quando e até quanto.
Passado meio século, recordamos que realizámos a nossa Tese de Licenciatura: O Laboratório no diagnóstico precoce da aterosclerose (Estudo comparativo das reacções de Kunkel-fenol e Burstein com a colesterolemia e o lipidograma), impossibilitados de consultar a Medline ou a Internet, que na altura ainda não estavam disponíveis, só conseguindo 33 referências bibliográficas, das quais 7 em português. Hoje conseguiríamos mais de 33 mil !
Mas mesmo nesse remoto tempo, em 1958, não obstante a carência de referências bibliográficas, como escrevemos na nossa Última Lição, já “ para alguns autores, o colesterol era um dos factores de risco, da aterosclerose, da trombose, enquanto outros o negavam categoricamente, e no meio, por sua vez, os que, cautelosa e eclecticamente, tomavam a cómoda posição do talvez”. Demos então, como também aí escrevemos, o nosso parecer ao dizer que “podemos lucrar, tendo cuidado em rastrear o colesterol elevado”. Mais tarde, 1972, em Tese de Doutoramento: Aterogénese experimental no rato - contribuição para o estudo de um modelo dietético, escrevemos também: “… a doença cardio-reno-vascular é uma doença da parede arterial de etiologia polifactorial em que, entre os demais, sobressaem como factores principais, quase taco a taco, o tabaco, e porque não a hipertensão. Mas à cabeça do rol, indiscutivelmente, o colesterol. E, ao olhar para trás, para o meu tempo de rapaz, noto uma diferença abissal…O que então era simples convicção hoje é certeza real: o colesterol é factor causal da doença arterial!”
Parece-nos que hoje já ninguém toma a referida “ cómoda e ecléctica posição do talvez”.
Mas toda a medalha tem anverso e reverso e, ao recordarmos que o recém-nascido tem um colesterol plasmático que oscila entre 50 e 75 mg/dl, pensamos que, provavelmente, este será o limite de saturação dos receptores específicos das LDLC e, portanto, abaixo destes níveis teremos que ter em atenção as hormonas esteroides e as membranas celulares.
Porque não há dúvida, sabemo-lo perfeitamente, o colesterol e os seus derivados são fundamentais para a produção das hormonas e imprescindíveis na formação das membranas celulares e na produção da vitamina D, essencial no metabolismo do cálcio que, por sua vez, é importante na formação, conservação e regeneração do osso, o que significa que sem colesterol a vida humana não é possível.
Mas depois desta sua função fundamental para a vida, depois de viajar pelo fígado e tecidos, o excesso de colesterol deve ser reduzido, sem o que… pode matar.
“Reduzir o colesterol até quanto?” é uma frequente e pertinente questão, para a qual, há muitos anos, pedimos resposta em todas as reuniões médicas em que debatemos tal assunto e que é recentemente formulada, por Vaz Carneiro, no decorrer do XII Encontro Internacional de Angiologia e Cirurgia Vascular, em Dezembro de 2004, onde apresentou uma comunicação sobre “Controlo dos factores de risco cardiovascular”.
As respostas a tal pergunta, baseadas habitualmente nas mais recentes Guidelines, nem sempre nos convencem, principalmente quando emitidas pelos radicalistas que chegam a perguntar ao expert em lipidologia : - posso tentar reduzir os valores do LDLC para baixo dos 50 mg/dl ?, questão à qual o interpelado responde: - lá tentar pode tentar mas, como o organismo não é estúpido, certamente não vai obedecer! .
E é, na verdade, neste mecanismo de defesa que nós confiamos.
Estamos perfeitamente convencidos de que um doente receberá muito maior benefício com uma redução modesta, mas simultânea, de vários dos seus factores de risco, do que com a descida, até à exaustão, de um só deles, isoladamente.
Por tal razão julgamos muito importante a prática rotineira da determinação do Risco Cardiovascular Global (RCG) de forma a podermos, usando como variáveis, a idade, o sexo, o tabagismo, a pressão arterial sistólica e o colesterol total, avaliar o risco do aparecimento dum evento cardiovascular agudo, nos próximos 10 anos, duma forma global e integradora em todos os seus aspectos e diversas contribuições, pois só assim se poderão definir prioridades.
A nossa experiência, bebida no tratamento estatístico dos resultados obtidos nos Rastreios efectuados pela Delegação Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia ( FPC), com Luiz Santiago e Aurora Branquinho, já nos permitiu dizer que “ nos nossos rastreados existe uma elevada prevalência dos factores de risco da doença cardiovascular ( DCV) e uma baixa percentagem de indivíduos em terapêutica o que nos levou a chamar a atenção para a importância de campanhas de informação, sensibilização e intervenção, em factores de risco para DCV, no grande público e, também, nos Agentes de Saúde”.
Com o emprego das Tabelas de avaliação do RCG a 10 anos começamos a considerar de grande importância dar atenção ao Risco Moderado, pela possibilidade de intervir numa situação imediatamente anterior ao Risco Alto, que já justifica intervenção farmacológica, enquanto o Risco Moderado poderá passar a Ligeiro com a simples intervenção em estilos de vida saudável, no tocante à alimentação e actividade física, bastando muitas vezes uma redução de 5% no peso para normalizar os diversos parâmetros alterados.
Por outro lado, e uma vez que o estudo comparativo que fizemos, entre a II Task Force e o Score. nos mostrou um maior número de indivíduos em Alto Risco, quando avaliados por esta última Tabela, continuamos a insistir na necessidade duma maior sensibilização das populações para a prática do estilo de vida saudável mas perguntamo-nos, também, nestes casos, se não devemos, mais precoce e agressivamente utilizar, quando justificada, uma terapêutica farmacológica preventiva.
Estas as razões porque fazemos nossas, por virem ao encontro daquilo que sempre temos dito, as palavras de Vaz Carneiro que, respondendo à tal pergunta que sempre tanto nos preocupou: “ reduzir o colesterol até quanto?”, disse que ” uma das prioridades na avaliação da DCV é a identificação do doente de médio e alto risco” e que “ se um doente apresenta médio ou alto risco cardiovascular, depois da avaliação quantitativa dos factores de risco, nele presentes, deverá ser rigorosamente estratificado o seu risco individual, avançando-se para uma intervenção terapêutica, mas só nos casos em que isso efectivamente valha a pena”.
Assim, no que respeita à prevenção secundária não se colocam quaisquer dúvidas, sendo obrigatório actuar farmacologicamente, mas no tocante à prevenção primária muitos problemas se levantam, pelas consequências clínicas e pelo impacte fármaco- económico.
Devemos ter sempre em conta que o colesterol é pouco relevante, se pensarmos em doença cerebrovascular ou arterial periférica, mas assume grande importância em termos de doença coronária.
Então, “ reduzir o colesterol até quanto?”
Parece-nos que, para responder a esta pergunta, há que pensar que existem dois diabos de colesterol: um mau (LDLC) e um bom (HDLC), e que o mau ainda é pior quando as partículas LDLC, que o constituem, são pequenas e densas (padrão B), sendo, por isso, mais aterogénicas e, por outro lado, recordar, também, com Castelli, que a síndroma lipídica constituída por aumento dos triglicerídeos associado a valores baixos de HDLC é mais gravosa para a parede arterial do que a hipercolesterolemia pura, até por ser mais frequente, levando-nos à obrigação de reduzir os trglicerídeos para valores da ordem dos 150 mg/dl, onde parece que as LDLC mudam de tamanho e densidade (virando fenótipo A), o que as torna menos aterogénicas.
Em nosso entender, portanto, para dar resposta a “reduzir o colesterol até quanto?”, julgamos ter de considerar duas questões:
HDLC quanto mais melhor?
LDLC quanto menos melhor?
No que respeita à primeira pergunta parece-nos que a já velha ideia, que sempre defendemos, de que um indivíduo com mais de 70mg/dl de HDLC está protegido pelo síndrome da longevidade, está cada vez mais reforçada com os resultados obtidos com o recombinante apo A1 Milano, que mobiliza rapidamente o colesterol e reduz as placas de ateroma, em animais, em apenas 48 horas, após uma única infusão.
No tocante à segunda questão, temos dificuldade em aceitar as conclusões do Estudo Avert, que nos fala duma nova era do LDLC quanto menos melhor, na medida em que acreditamos que valores destas lipoproteinas inferiores a 60-75mg/dl poderão pôr em perigo as membranas celulares e as hormonas esteroides.
Parece-nos contudo que, talvez mais do que especular até quanto reduzir o “diabo do colesterol”, será bem mais importante pensar no interesse da relação CT/HDLC na medida em que esta nos indica o patamar de equilíbrio entre a sobrecarga periférica em CT e a capacidade da sua depuração pelo organismo, permitindo a identificação dos indivíduos que se pensava estarem isentos de risco, por serem portadores dum CT relativamente baixo, e os que, por possuidores dum HDLC elevado, não obstante apresentarem níveis de CT relativamente altos terem, afinal, um risco moderado ou baixo, o que acontece quando o Rácio CT/HDLC < 5.
Tudo isto, afinal, para dizer que o médico, ao ter que tomar a atitude de prescrever um hipolipemiante, deve estar bem alicerçado na certeza de que ele se justifica, na medida em que tal prescrição será para toda a vida, com as repercussões que se adivinham e deverá, também, naturalmente, ter confiança no laboratório a que recorre que, por sua vez, se obrigará a fazer controlo de qualidade.
Parece-nos que, à luz dos conhecimentos actuais, ao perfil lipídico, para avaliação do risco cardiovascular, sugerido, em 2002, nas Recomendações da Sociedade Portuguesa de Cardiologia : doseamento do CT, HDLC e TG, já poderemos juntar o pedido do doseamento do LDLC, se determinado pelo método directo.
De facto, o NCEP diz que os métodos para a determinação do LDLC nunca devem ter um erro superior a 12%.
Acontece que a fórmula de Friedewald, método que até à data tínhamos à nossa disposição para o doseamento do LDLC, não cumpre as especificações do NCEP, na medida em que nos dá um E. total >12%.
O método directo LDL colesterol Plus, actualmente já à disposição dos técnicos de laboratório cumpre, esse sim, as especificações do NCEP, na medida em que nos dá um E. total << 12%.
A esta lista deve o clínico juntar o pedido da glicemia em jejum, para detectar um possível diabético que, à partida, é já um doente de Alto Risco, e as provas hepáticas, não esquecendo a CPK para possível controlo futuro de uma terapêutica com estatinas.
Deve, também, ter em conta os restantes parâmetros exigidos pelas Tabelas de determinação do Risco Cardiovascular Global.
A terminar, e uma vez que, há meio século, a nossa grande preocupação tem sido sempre a Prevenção Vascular e, por isso mesmo, naturalmente também os valores do colesterol, gostaríamos de não deixar dúvidas quanto à nossa maneira de estar perante a possível necessidade duma terapêutica redutora dos níveis do colesterol sérico: teremos que actuar com bom senso e, muito embora tendo a certeza de que o colesterol é um mafarrico que nos pode matar, devemos ter presente, como afirma a sabedoria do nosso povo que, muitas vezes, ” o diabo não é tão mau como o pintam” !
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